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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Osvaldo Brandão: uma grande perda para o esporte


Muito difícil escrever alguma coisa quando se perde um grande amigo. É assim que me sinto após a notícia da morte de Osvaldo dos Santos Brandão. Nos últimos 20 anos, nem sei quantas vezes conversamos sobre futebol, do passado e do presente. Ele podia estar em Brasília, Parnaíba ou Teresina. Por telefone ou pessoalmente, sempre estávamos em contato. Tentando corrigir erros do presnete ou buscando a verdade de fatos históricos do passado.

Profundo conhecedor do futebol, e incansável pesquisador, foi um dos principais responsáveis pelo resgate dos títulos estaduais referentes aos campeonatos promovidos pela Liga Parnaibana, antes da fundação da Federação de Futebol do Piauí. Em todo o país, os campeões estaduais até 1940 são os clubes campeões das competições promovidas pelas ligas. É assim no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Minas Gerais e no restante do Brasil. No Piauí não poderia ser diferente.

Trata-se de uma verdade histórica que não tem como ser alterada. O Parnahyba é campeão piauiense, pela Liga Parnaibana, em 1916, 1919, 1924, 1925, 1927, 1929, 1930 e 1940. E Osvaldo sempre lutou para que isso tivesse divulgação, para que a verdade histórica não fosse distorcida. E esse reconhecimento, embora desnecessário, lhe dava uma grande satisfação.

Correto em suas atitudes, e avesso a carteiradas, fazia questão de pagar seu ingresso nos jogos do Parnahyba, mesmo quando tinha o direito da gratuidade. Jamais compactuou com qualquer possibilidade de se divulgar números de renda e público que não fossem reais, conforme o que, de fato, houvera passado pelas bilheterias. Nunca pensou duas vezes para dar sua ajuda ao Parnahyba. E poucos trabalharam tanto pela memória do clube.

Por ter certeza disso, avisei-lhe que seria meu homenageado no volume 6 da Coleção Severino Filho – Memória do Futebol Piauiense. Ficou profundamente agradecido. Uma pena que ele partiu tão cedo, pois ainda tinha muito a contribuir com seu Parnahyba, com a memória do nosso futebol. Mas seus exemplos de cidadania e desportividade permanecem por aqui. E serão sempre uma grata recordação de quem fez tudo para dar ao Parnahyba e ao futebol parnaibano, o que já havia sido conquistado desde a chegada da primeira bola. A ele, nossa gratidão perene, e o desejo de que tenha um bom descanso. Até um dia, meu amigo! 

Severino Filho (Buim)
     Editor

terça-feira, 17 de julho de 2018

Perdemos mais um campeão piauiense pelo Flamengo

Bola com Bié (Flamengo-PI x Flamengo-RJ, em 1976).
Depois das atenções voltadas para mais uma Copa do Mundo, que coroou a França como campeã mais uma vez, o noticiário do futebol começa a retomar seu rumo corriqueiro, focalizando nossos clubes, nossos ídolos, nossas competições caseiras. Tanto a nível local quanto nacional. Mas um ídolo agora se constitui em registro de saudade do futebol brasileiro: Bié, o folclórico Bié, tantas vezes aplaudido por torcidas de vários clubes brasileiros.

No River, em 1984.
O noticiário em torno da Copa fez com que o falecimento de Bié passasse despercebido. É uma verdade. Mas também é verdade que ele fez história e não será esquecido. Bié foi vítima de complicações provocadas pelo diabetes, vindo a óbito no dia 13 de junho, em Recife, onde nasceu e residia desde que pendurou as chuteiras.

Daniel Vicente de Lima Filho tinha 66 anos (Recife - PE, 04/10/1951), e jogou no futebol piauiense em três equipes: Flamengo (1976/1977), Tiradentes (1978) e River (1984). Foi campeão pelo Flamengo, na temporada de 1976. Com sua vasta cabeleira black-power, era o xodó da torcida, que adorava gritar "Bota o Bié", quando ele estava no banco de reservas. E "Tira o Bié", quando estava em campo e errava uma jogada.

A última foto, sorrindo, para variar.
Do time campeão de 1976, Israel e Zé do Braga também já partiram. Atacante habilidoso, Bié atuou no Botafogo-PB, CRB-AL, Guarani de Campinas-SP e outros times do norte e nordeste. Como treinador, chegou a dirigir o Caiçara (Campo Maior) e o Duque de Caxias (Caxias-MA). Depois que deixou o futebol, passou a trabalhar com transporte alternativo, na sua cidade natal. Seu futebol, sua alegria, sua irreverência, tudo isso será sempre lembrado por quem teve o privilégio de com ele conviver.



 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Luto: morre mais um parnaibano vice-campeão de 1976

Time da final de 1976: agachados, Neném, Hélio Alelaf, Paulo Cesar, Hélio Rocha e Bido  (Foto - Jornal O Esporte)
Mais um ídolo se vai. No início da semana foi Caçapava, que atuou como técnico em vários clubes do futebol piauiense, dentre os quais River, Flamengo, 4 de Julho e Parnahyba. Agora nos chega a notícia do falecimento de Neném, um dos atletas que ajudaram o Parnahyba a conquistar o vice-campeonato piauiense de 1976.
 
Opção para o meio de campo e o ataque, Neném fez parte do plantel do Tubarão durante nove temporadas, de 1972 a 1980, período em que disputou 72 partidas do Campeonato Piauiense, assinalando 13 gols. Fez jogos memoráveis, como nas semifinais do 3° turno de 1976, quando o Parnahyba, de virada, venceu o Flamengo por 3 a 2, com Neném marcando um dos gols da sua equipe.
 
Roberto Ney e Neném: filho e pai foram atletas do Parnahyba (Foto - Jornal da Parnaíba)
Na temporada em que sagrou-se vice-campeão piauiense, Neném realizou 15 jogos pelo time do Parnahyba, assinalando 3 gols. Do plantel que foi montado pelo Tubarão, Sousa e Nonato Pirró também já faleceram. Neném residia no bairro do Carmo, em Parnaíba. Sua morte ocorreu na quarta-feira.
 
A ESTRÉIA DE NENÉM
 
PARNAHYBA 2X0 BOTAFOGO (Campeonato Piauiense - 1° turno); Data: 12/03/1972; Local: Petrônio Portela (Parnaíba); Arbitragem: Diogo Brasil Lustosa, auxiliado por José Pereira da Silva e Odmírson Antonio da Costa.
 
Renda: Cr$ 3.898,00 com 214 pagantes.
 
Gols: Teté 9 e Dibá 35 do 2º tempo.
 
Parnahyba – Augusto; Café, Bibita, Sousa e Peba; Nonato Pirró e Pedrinho (Sibiraba); Valdir (Dibá), Nenem, Teté e Lúcio. 
 
Botafogo – Montgomery; Joel, Getúlio, Sidney e Rodrigues; Wellington (Edson) e Bringel; Manoel Brasil, João Carlos, Zuca e Murilão.
 
DOIS JOGOS COM DESTACADA ATUAÇÃO DE NENÉM
 
PARNAHYBA 1x0 TIRADENTES (Campeonato Piauiense); Data: 27/07/1975; Local: Petrônio Portela (Parnaíba); Arbitragem: Antonio Ventura Firmo, auxiliado por Antonio Rodrigues Santa Rosa e Antonio Machado.
 
Renda: Cr$ 5.450,00 com 1.835 pagantes.
 
Gol: Nonato Pirró 36 do 2º tempo.
 
Parnahyba – Cabaça; Bibita, Jesus, Zezinho e Fefé; Sibiraba e Nonato Pirró; Gringo, Sarará, Sousa (Paulo) e Neném. Técnico: João Batista Barbosa.
 
Tiradentes – Paulo Figueiredo; Sanatiel, Ivan Lopes, Ivan Limeira e Alexandre (Ismael); Ubirani e Santos; Roberval, Sima, Edmar (Leal) e Derivaldo. Técnico: João Pereira da Silva (Mormaço).
 
FLAMENGO 2x3 PARNAHYBA (Semifinal do 3° turno do Campeonato Piauiense); Data: 23/05/1976; Local: Albertão (Teresina); Arbitragem: Artur Braz, auxiliado por Paulo César Eckhardt e José Pereira da Silva.
 
Renda: Cr$ 21.114,00 com 2.478 pagantes.
 
Gols: Israel 20 e Jorginho 36 do 1º tempo; Hélio Rocha 25, Neném 30 e Paulo César 42 do 2º.
 
Obs.: Com este resultado o Parnahyba classifcou-se para a final do 3º turno.
 
Flamengo – Wander; Dema, Jorge Luis, Wagner e Luizinho; Augusto (Dodô), Décio Costa (Dias) e Gringo; Bié, Jorginho e Israel. Técnico: Paulo Murilo Frederico Ferreira (Murilo Pardal).
 
Parnahyba – Zé Pirró; Bibita, Zezinho, Sousa e Inácio; Sibiraba, Neném e Hélio Rocha; Hélio Alelaf (Gringo), Paulo César e Bido. Técnico: José Paulo Simões da Silva.
 

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Caçapava: um amigo que deixa grande saudade

Caçapava: um grande amigo que deixa muita saudade (Foto - Cícero Rocha)
 
Como é normal na vida, há sempre o momento em que perdemos um grande amigo, um ídolo, um ente querido. No futebol não poderia ser diferente, obviamente, e vez por outra estou aqui registrando o que, honestamente, não gostaria de faze-lo. Hoje traço estas rápidas linhas para dizer da minha grande saudade de um amigo que se foi nesta segunda-feira: Caçapava, de muitas histórias no futebol brasileiro. Como atleta e treinador.
 
Luís Carlos Melo Lopes era seu nome. O apelido tinha origem na sua cidade natal - Caçapava do Sul, interior gaúcho, onde nasceu em 26/12/1954. Pois bem. Depois de ganhar vários títulos como volante do Internacional, Corinthians Paulista e Ceará, além de ter atuado na Seleção Brasileira, ele desembarcou no futebol piauiense para dirigir o River, em 1989. Havia ganho, recente, o título do Torneio Intermunicipal Cearense pela seleção de Morada Nova.
 
Aqui ele também fez uma grande história. Foi técnico do River, Flamengo, Piauí, 4 de Julho, Parnahyba, em alguns deles com mais de uma passagem. O principal título? Campeão piauiense com o River, em 1989. Foi quando, em certa oportunidade, perguntado pelo repórter Irineu Oliveira, também de saudosa memória, como estava vendo o jogo, respondeu sem pensar duas vezes: "Com os olhos!"
 
Desligado da saúde, pouco se preocupava com recomendações médicas, o que pode ter abreviado sua presença entre nós. Caça se foi, mas deixou uma história que muitos atletas também gostariam de deixar, como a de bicampeão brasileiro em 75/76, pelo Internacional. Um gaúcho bom de papo e de churrasco. Deus reserve um bom lugar para ele.
 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Luto: morre o primeiro artilheiro da história do River

Nonato, em sua residência, onde gostava de recordar os bons momentos que viveu como atleta e artilheiro do River (Foto - Alexandre Soares)
O futebol piauiense está de luto. Faleceu nesta sexta-feira (03), em Teresina, o ex-atacante Nonato, primeiro artilheiro da história do River, quando o clube tricolor foi fundado em 1948. Nonato Eva, como era mais conhecido, morava na cidade de José de Freitas, mas estava internado na capital piauiense, onde hoje veio a falecer.
 
Quando o River foi fundado, Nonato já era destaque no futebol de José de Freitas. Foi convidado a integrar o time tricolor e participou do Campeonato Piauiense. Ao final da disputa, sagrou-se campeão e principal artilheiro do certame, com 18 gols. Depois da conquista, preferiu ficar apenas no futebol amador de sua cidade natal.
 
Natural de José de Freitas, onde nasceu em 09 de dezembro de 1929, Raimundo Nonato da Silva contava 86 anos de idade. Além de campeão e artilheiro de 1948, ele também entrou para a história do futebol piauiense como autor do primeiro gol do clássico Rivengo, assinalado no amistoso do dia 14 de agosto de 1948, quando o time tricolor derrotou o Flamengo por 2 a 1.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Chumbinho, o Malabarista: mais um ídolo que se vai

 
Que início de ano para ter notícia ruim. Primeiro foi Santos, bicampeão piauiense duas vezes (74/75 pelo Tiradentes, e 77/78 pelo River); depois foi Leonardo, duas vezes campeão piauiense (1991, na 1ª divisão, e 2007, na 2ª divisão, ambas pela SEP). Agora me chega a notícia do falecimento de Chumbinho, um dos grandes craques que passaram pelo futebol piauiense na década de 1970. Tinha tanta habilidade que logo ganhou o apelido de Malabarista.
 
Chumbinho chegou no futebol piauiense já em fim de carreira. Tinha uma contusão crônica, o que permitia-lhe jogar, quase sempre, apenas 45 minutos. Mas era o tempo que precisava para deixar a defesa adversária em pandarecos. Quando tinha a bola nos pés, fazia com ela o que muito jogador só consegue fazer com as mãos. Daí o "malabarista".
 
Birunga, Dé, Gerson Andreotti, Osíris, Nelson e Luizinho (em pé); Batata, Derivaldo, Chumbinho, Paulo Choco e Batistinha (agachados) - River campeão piauiense de 1973. 
Odemildo Victor Gomes era o verdadeiro nome desse pernambucano de Olinda, nascido em 24 de fevereiro de 1946. Mas todos o conheciam mesmo era como Chumbinho. Foi campeão piauiense naquele histórico título de 1973, quando o River quebrou um jejum de nove anos sem ganhar o campeonato. Naquele mesmo ano, num jogo diante do Tiradentes, marcou um belo gol, driblando até o extraordinário goleiro Toinho.
 
O destino quis que este ídolo do passado também viesse a óbito no Hospital da Restauração, em Recife, no último sábado, três dias depois de completar 70 anos de idade, vítima de um câncer no fígado. Adeus Chumbinho, adeus Malabarista. Você também será sempre lembrado como uma coisa boa que passou pelo nosso futebol.
 
Severino Filho - Buim

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Geraldino: morre um ídolo tricolor do passado

Geraldino: morte aos 67 anos.
Foi sepultado na manhã desta quarta-feira (25), o ex-atacante Geraldino, que atuou no River Atlético Clube no início da década de 1970. Geraldino enfrentava problemas cardíacos há muitos anos, mas veio a falecer na tarde de ontem (20), na cidade de Timon, onde residia.
 
Durante cerca de vinte anos, Geraldino teve o apoio da AGAP (Associação de Garantia ao Atleta Profissional), tendo em vista as dificuldades financeiras e de saúde que o ex-atleta enfrentava. O presidente da AGAP, Joniel Lopes, lamentou o falecimento do companheiro: "O Geraldino vivia esquecido por muita gente, mas a AGAP sempre lembrou dele e, dentro de nossas possibilidades, prestávamos assistência a ele e seus familiares".
 
Antônio Geraldo de Oliveira, que ficou conhecido como Geraldino, era natural de Campo Maior, onde nascera a 06/12/1947. Destacou-se no Comercial, equipe pela qual foi escolhido o melhor da sua posição no Campeonato Piauiense de 1969. Contratado pelo River, fez boas atuações pelo Tricolor, com destaque para um Rivengo de 1970, vencido pelo River, por 2 a 1, onde ele marcou o gol da vitória riverina.
 
Além de Comercial e River, Geraldino também atuou no Caiçara, Auto Esporte e Rio Negro. Na vida pessoal, Geraldino casou-se com Maria das Graças, com quem teve dois filhos - Julio Cesar e Ramone.
 
 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Morre Amaral, o maior pesquisador do futebol timbira

Manoel Raimundo do Amaral: morte aos 69 anos.
Faleceu na madrugada deste domingo (10), o pesquisador piauiense Manoel Raimundo do Amaral, o maior historiador do futebol do Maranhão, que vivia radicado no vizinho Estado desde meados da década de 1960. Ele já estava internado há quase um mês, em face de complicações decorrentes do diabetes.
 
Manoel Raimundo do Amarail era piauiense de Piripiri e tinha 69 anos (completos no dia 18 de março último). Tinha uma incontrolável paixão pelo Sampaio Correa, equipe da qual foi diretor e chegou a ocupar a presidência. Depois da fundação do 4 de Julho, passou a admitir que tinha duas paixões: "a Bolívia Querida e o Colorado".
 
Foram suas pesquisas em jornais da década de 1940, em São Luís, que possibilitaram os dados reais acerca da inauguração do Estádio Lindolfo Monteiro (Seleção Piauiense 0x3 Seleção Maranhense), que não tiveram divulgação na imprensa piauiense da época. Recentemente, ele havia lançado um livro com a história completa do Estádio Castelão, de São Luís.
 
Manoel Amaral chegou a ser homenageado em diversas oportunidades e, em 2011, recebeu a mais alta comenda do governo maranhense, a Medalha do Mérito Timbira, no grau de Comendador. Amaral também desempenhava atividades de trabalho na Federação Maranhense de Futebol. Seu falecimento deixa uma grande lacuna no esporte do vizinho Estado.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Morre Nivaldo, artilheiro e ídolo do futebol piauiense

Entre Jorginho e Derivaldo, o artilheiro Nivaldo, antes de um clássico Rivengo do Campeonato Piauiense de 1978.
Depois de mais uma de tantas internações a que foi submetido nos últimos anos, faleceu em Teresina, no início da noite desta sexta-feira (17), em decorrência de complicações provocadas pelo diabetes, o ex-atacante Nivaldo Coalhada, um dos grandes ídolos do futebol piauiense na década de 1970, quando marcou gols decisivos por River e Tiradentes.

Há muitos anos que Nivaldo lutava contra os problemas ocasionados pelo diabetes. Esteve próximo de ter uma das pernas amputadas, mas sempre reagiu para voltar à vida normal. Desta feita, porém, o coração do ex-atacante parou quando estava sendo submetido a processo de hemodiálise e ele veio a óbito por volta de 18 horas de hoje, em um hospital particular.

Homenageado pelo River, Nivaldo entra em campo pelas mãos do capitão Jó.
Nivaldo Madeira Freitas tinha 62 anos de idade (Teresina - PI, 02/11/1952) e depois que deixou os gramados trabalhou como representante comercial. Atuou no ramo de medicamentos e também na venda de aparelhos de ar condicionado tipo Split. Em 2012, foi homenageado pelo River antes de um dos clássicos contra o Flamengo.

A propósito, era do Rivengo que Nivaldo guardava suas maiores recordações do futebol. Personagem marcante nas finais de 1977, foi o autor do último gol daquele campeonato, na prorrogação diante do Flamengo, selando a vitória e o título para o time tricolor. Ao todo, disputou 20 rivengos, um deles pelo Flamengo, e marcou 7 gols. Dois anos antes, nas finais de 1975, também marcou no Rivengo (1x0) e ainda fez o gol tricolor no empate (1x1) diante do Tiradentes.

No dia do jogo final de 77, é o terceiro agachado, entre Sima e Nunes.
Mas não foi só no River que Nivaldo fez história. Em 1975, emprestado ao Tiradentes para a disputa da Série A do Campeonato Brasileiro, assinalou o gol da classificação piauiense diante do Palmeiras, quando o Amarelão da PM derrotou a Academia por 1 a 0, no Estádio Albertão. Sua presença na competição promovida pela CBF também está imortalizada por ter marcado o primeiro gol do Campeonato Brasileiro de 1977, na noite em que o River goleou o América de Natal por 5 a 1.

Nivaldo era filho do "seo" Freitas, que foi atleta e roupeiro do River. Atuou no Auto Esporte, Flamengo, Fluminense e Botafogo, todos de Teresina, no início de sua carreira, quando também era conhecido como Vovô. Em 1973 transferiu-se para o Ferroviário, de São Luís, marcando vários gols pelo time maranhense.

Esteve no Fortaleza, Sport Recife e no Parnahyba, mas sempre será lembrado, com maior carinho, pelas torcidas de Tiradentes e River, tendo, neste último, participado com vários gols nas conquistas dos títulos de 1975, 1977, 1978 e 1981. O corpo de Nivaldo está sendo velado na Funerária São Sebastião, localizada à Rua Desembargador Mota, em frente ao 6° Distrito Policial, zona sul de Teresina.
 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Morre vice-presidente da Federação de Futebol do Piauí

Alfredo Ferreira Neto: morte aos 60 anos (Foto: Edilson Bonifácio/Diário do Povo).
O advogado Alfredo Ferreira Neto, vice-presidente da Federação de Futebol do Piauí, faleceu neste domingo (20), em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, após sentir-se mal quando retornava de viagem, na cidade cearense de Tianguá, próximo a divisa do Ceará com o Piauí.

Alfredo Neto estava em viagem de lazer com a família e já retornava para Teresina. Em Tianguá, começou a passar mal e foi levado a unidade de saúde daquela cidade, oportunidade em que foi ventilada a necessidade de transportá-lo para Sobral. Todavia, não houve tempo para prosseguir o atendimento. Alfredo faleceu ali mesmo.

Aos 60 anos (Teresina-PI, 23/10//1953), Alfredo Ferreira Neto era advogado atuante e, junto ao futebol profissional, trabalhou em vários casos no Tribunal de Justiça Desportiva. Em 2010, fez incansável campanha contra a gestão da FFP, à época dirigida por Lula Ferreira. Um dos vices na chapa de Cesarino Oliveira, foi eleito no pleito de 04/11/2011.

Sobrinho do ex-presidente do Piauí Esporte Clube, Reinaldo Ferreira, ele também foi assessor jurídico do vice-campeão piauiense. O velório acontece no salão da Ordem dos Advogados do Brasil, secção do Piauí, à Rua Governador Tibério Nunes, bairro Cabral.

sábado, 12 de julho de 2014

Ex-atleta do Caiçara morre em desastre na BR-343

Nesta formação do Caiçara, de 1993, Perivaldo é o segundo agachado, entre Deri e Catita.
Com informações e foto de Wellington Leite (Campo Maior - PI)

Vítima de desastre automobilístico ocorrido na BR-343, a altura da Penitenciária Major Cesar Oliveira, entre Teresina e Altos, faleceu na tarde desta sexta-feira (11), o ex-meia Perivaldo, que defendeu a equipe do Caiçara, de Campo Maior.

Perivaldo, cujo verdadeiro nome era Edivaldo Ribeiro Dias, 41 anos (Altos - PI, 20/08/1972),  trafegava em seu veículo, um Corsa Classic, quando foi colhido frontalmente por um caminhão que desgovernara em face de outra colisão no mesmo local. O ex-atleta teve morte imediata. 

Revelado nas categorias de bae do próprio Caiçara, Perivaldo foi vice-campeão piauiense em 1995, numa equipe que também contava com Paulo Isidoro, Brinquedo e Cordeiro, dentre outros jogadores que se destacaram na ocasião. Atualmente trabalhava como motorista profissional, dirigindo seu próprio táxi, veículo envolvido no acidente que lhe tirou a vida.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Morre Reinaldo Ferreira, dirigente mais antigo do Piauí

Reinaldo em 2011, como interventor da Federação de Futebol do Piauí.
O futebol do Piauí está de luto. Morreu no início da manhã desta terça-feira (20), em Teresina, o presidente do Piauí Esporte Clube, Reinaldo Ferreira, dirigente mais antigo do futebol piauiense. Reinaldo sofria de um câncer no estômago e estava internado há vários dias. A família ainda não definiu onde acontecerá o velório.

O estado de saúde do dirigente agravou-se há aproximadamente 15 dias, mas ele ainda compareceu ao último Conselho Arbitral para a Copa Piauí, realizado no dia 14, quando confirmou a presença da sua equipe na competição que vai indicar o segundo representante do futebol piauiense na Copa do Brasil 2014.

No LM, assistindo jogo do Piauí.
Reinaldo Ferreira estava com 77 anos (Teresina - PI, 23/09/1935) e já há mais de 50 ocupava funções como dirigente no futebol piauiense, onde começou suas atividades no River Atlético Clube, sua primeira paixão como torcedor, em 1962. Pelo River, ganhou seus dois primeiros títulos - 1962 e 1963. Mas por lá ficaria pouco tempo. Desentendeu-se com outros dirigentes e foi de muda, com paixão e tudo, para o Piauí.

Nenhum riverino se identificou tão bem com o Piauí quanto Reinaldo Ferreira. Lá chegou nos idos da década de sessenta e terminou abocanhando o tetracampeonato piauiense, na histórica jornada de 1966/67/68 e 69. Mas voltou ao River, onde também ocupou a função de técnico, nas temporadas de 1970 e 71.

Retornou ao Piauí e foi o mentor de um time caseiro onde a dupla Rui Lima - Cacá foi por ele batizada de "Dupla Tome Bola". Mas nada de título. Afastou-se novamente, quando Jaime Alencar assumiu a presidência, mas voltou com João Gualberto Franco e terminou campeão mais uma vez - 1985.

Desde então não mais deixou o clube, assumindo a presidência em algumas ocasiões, como atualmente. Em 2011, no auge da turbulenta crise política na Federação de Futebol do Piauí, assumiu sua gestão por cerca de 12 dias, atuando como presidente de uma junta que não teria o reconhecimento da CBF.

Na época do tetracampeonato do Piauí, foi dele a idéia de tingir as camisas do clube na cor azul. Tradicionalmente, o Piauí usava camisa branca, com duas listras horizontais nas cores verde e amarelo. Reinaldo mandou tinturar as camisas e sempre que o Piauí as utilizava, em clássicos ou jogos decisivos, saía de campo vencedor, fato que mereceu o rótulo de "a mandinga da camisa azul".

Na festa dos melhores do Piauiense 2013, Reinaldo entrega troféu ao zagueiro Thiago Campelo.
Na decisão do Campeonato Piauiense de 1971, Reinaldo tentou usar artifício semelhante. Era o diretor de futebol do River e, no primeiro jogo da decisão, diante do Flamengo, mandou titturar as camisas brancas do River com um verde "esperança". Mas a esperança do Galo em tirar o bi do Flamengo começaram a morrer naquela mesma tarde, quando o eterno rival venceu por 3 a 0, fato que fez o dirigente aposentar a camisa verde do River naquele mesmo dia.

Logo após tomar conhecimento do falecimento de Reinaldo Ferreira, o presidente da Federação de Futebol do Piauí, Cesarino de Oliveira Sousa, lamentou o ocorrido. "Fiz uma visita ao Reinaldo na semana passada e esperava pela sua recuperação. Mas é a vida. Que Deus lhe dê um bom lugar". A FFP decretou luto oficial por três dias.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Luto: morre o primeiro presidente do Tiradentes

No dia da inauguração do Estádio Albertão, Canuto é entrevistado pelo repórter Salomão Viegas.
Um dos mais respeitados dirigentes que passaram pelo futebol do Piauí, faleceu nesta terça-feira (18), no Estado do Ceará, onde residia, o primeiro presidente da Sociedade Esportiva Tiradentes, na fase do futebol profissional, Canuto Tupy Caldas, que também foi comandante da Polícia Militar do Piauí.

Coronel do Exército Brasileiro, Canuto Tupy Caldas foi comandante da PMPI durante o primeiro governo de Alberto Silva, de 15/03/1971 a 14/03/1975. Em 1972, foi responsável pela implantação do futebol profissional na Sociedade Esportiva Tiradentes, que entrou para a história do futebol piauiense com títulos e grandes jornadas no Campeonato Brasileiro da Série A.

Em sua gestão como presidente do Tiradentes, o time da Polícia Militar sagrou-se campeão piauiense em 1972 e 1974. E ficou entre os dezoito melhores clubes do futebol brasileiro por ocasião do Campeonato Brasileiro de 1973. Depois que retornou ao Ceará, de onde viera para comandar a Polícia Militar, Canuto evitava falar sobre o Tiradentes, decepcionado com vários fatos que marcaram a história do clube após a sua saída.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Futebol de luto com a morte de ex-atleta profissional

No River de 1993, entre o meia Luiz Eduardo e o atacante Eduardo. (Fotos - Acervo Severino Filho)
O prematuro falecimento do ex-atleta profissional Tetela, em trágico acidente automobilístico ocorrido na manhã desta segunda-feira (08), na BR-343, trecho entre as cidades de Regeneração e Angical do Piauí, enlutece mais uma vez o esporte piauiense.

No Tiradentes, em 1991.
Tetela foi meio-campista, tendo jogado no início da década de 1990, oportunidade em que vestiu as camisas de Tiradentes, River e Auto Esporte. Nascido em 07/02/1970, José de Arimatéia Lima Filho também jogou vários campeonatos amadores pelo Clube Atlético Ônix. No ano passado, concluiu o curso de Educação Física com apoio da Associação de Garantia ao Atleta Profissional (AGAP). A propósito, era como profissonal de Educação Física que ele trabalhava na cidade de Canto do Buriti, para onde se dirigia quando ocorreu o acidente que tirou-lhe a vida.

O corpo de Tetela está sendo velado na Pax União (Avenida MIguel Rosa), com sepultamento previsto para 8 horas de amanhã (09), no Cemitério Jardim da Ressurreição. Vários ex-atletas compareceram e ainda se fazem presentes ao velório. O ex-zagueiro Netão, que jogou com ele no Auto Esporte e na Ônix, lamentou que ele tenha partido tão cedo. "Um grande companheiro de trabalho", disse Netão, "e meia habilidoso. Infelizmente jogou numa época em que o futebol estava mesmo bem prá baixo, com o torcedor longe dos estádios".

 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Arbitragem piauiense de luto; morre Artur Braz

Artur Braz faleceu na manhã de hoje, aos 75 anos de idade.
A arbitragem e o futebol do Piauí estão de luto: faleceu na manhã de hoje (16), no Hospital Aliança Casamater, onde estava internado, em decorrência de problemas provocados pelo diabetes, o ex-árbitro Artur Braz. Durante muitos anos, ele foi considerado o melhor árbitro do futebol piauiense, apitando muitos clássicos e jogos decisivos no Piauí e até em outros estados.

Artur Braz, 75 anos (Teresina - PI, 30/11/1937), estava com a saúde debilitada há muitos anos. Com problemas renais, era submetido a constantes sessões de hemodiálise. O diabetes também provocava outros problemas no ex-árbitro, que veio a falecer às 8 horas deste sábado. Seu corpo será velado na própria residência de Braz, à Rua Heráclito de Sousa, bairro Monte Castelo.

Durante muitos anos, o nome de Artur Braz foi mencionado nos noticiários esportivos da imprensa piauiense. Como jogador, apenas o lateral Braz; como árbitro, Artur Braz. Um nome pequeno, apenas duas palavras, mas que construiu uma grande história dentro do futebol piauiense. Era filho de um ex-jogador do futebol da fase amadorista no Piauí, Quincas Braz.

Seguindo os passos do pai, Braz jogou no Cruzeiro, Botafogo e Flamengo. E foi duas vezes campeão piauiense. Em 1957, pelo Botafogo, na última conquista do time alvinegro, e em 1964, no Flamengo, quando o time rubro-negro conquistou seu primeiro título profissional. Em 63, foi campeão maranhense pelo Maranhão. Mas, voltando ao Flamengo, no retorno para o bi, em 65, uma contusão impediu que ele continuasse jogando. Incentivado por Carlos Said, que disse-lhe "faz o curso de árbitro, você será um grande árbitro", Braz continuou no gramado, mas agora com a autoridade de árbitro.

"O grande impulso da minha carreira" - disse ao SITE DO BUIM, em maio do ano passado - "aconteceu quando da célebre briga com o Tassu. O Manguito, goleiro do River, pegou um pênalti num Rivengo. O Tassu correu para abraça-lo, e o Manguito foi saindo daquela euforia. Por trás, o Tassu agarrou-lhe e terminu pegando na bola, que estava em jogo, com as duas mãos. Eu marquei novo pênalti e a confusão começou". O acerto na marcação do novo pênalti deu a Braz a personalidade que um jovem árbitro precisa no início de sua carreira. Daí em diante, a profecia de Carlos Said se confirmou.

Considerado o melhor árbitro do futebol piauiense por muitos anos, Braz terminou se constituindo no árbitro que mais dirigiu o principal clássico do Estado (River x Flamengo), ao apitar 45 confrontos, quase o dobro do segundo colocado, Antônio Pereira dos Santos. Braz também foi um dos árbitros que mais apitou no Campeonato Piauiense, com 285 atuações entre 1965 e 1985. A propósito, ele detém um recorde que dificilmente será igualado: é o árbitro que mais dirigiu jogos em um único campeonato piauiense - 39 partidas no certame de 1983.

O presidente da Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol, João José Leitão, disse que poucos árbitros passaram pelo futebol do Piauí com a capacidade de dirigir grandes jogos como Artur Braz. "Não foi à toa que ele entrou para a história como árbitro que mais apitou o nosso clássico maior", afirmou.

Nascimento puxa o contra-ataque para o River. Braz acompanha a jogada. Foi assim por 20 anos.


domingo, 26 de agosto de 2012

Mozart Bastos e Costinha: duas perdas do futebol

Rivengo de 1985, com grande público no Albertão, visto pela objetiva de Costinha.
Este domingo, para o futebol piauiense, também foi marcado por duas perdas. Faleceram o repóter-fotográfico Raimundo Costa (Costinha) e o ex-diretor de futebol da FFP, Mozart Bastos. Ambos tiveram atuante participação no futebol piauiense do final da década de 1970 ao início da seguinte.

Costinha (Foto: Wagner Santos)
Raimundo Costa, o Costinha, documentou, para vários jornais piauienses, imagens de jogos dos nossos clubes e de outros esportes também. Num domingo como o de hoje, há 25, 30 anos atrás, estava também à beira do gramado, atrás dos gols, registrando as fotos para o jornal que prestava serviço.

Trabalhamos, lado a lado, na empresa O DIA. Costinha repórter-fotográfico. Eu, editor da página de esportes. Em dezenas de jogos, estivemos juntos, no gramado do Estádio Albertão ou do Lindolfo Monteiro. Filho de outro grande profissional da fotografia - Antônio Costa -, Costinha parte deixando uma grande saudade. Quem trabalhou ao seu lado, como eu, sabe muito bem disso.

Mozart Bastos (foto à direita), por sua vez, foi diretor de futebol da Federação Piauiense de Desportos (hoje Federação de Futebol do Piauí), durante vários anos. Por ocasião do histórico vice-campeonato brasileiro de juniores, em 1981/82, era ele o diretor da entidade que seguiu com a garotada para os jogos fora do Piauí.

Nos primeiros passos da minha carreira como jornalista esportivo, conheci Mozart Bastos já como diretor da Federação. Sempre solícito, foi um dos dirigentes que me deram bastante apoio no difícil começo de todo profissional da comunicação. Sempre que o procurava, tinha as informações que precisava sem qualquer dificuldade. 

Mozart e Costinha. Ambos faleceram neste domingo. Às famílias enlutadas, nosso sentimento de pesar. A eles, Mozart e Costinha, a gratidão por sempre terem tido, com este profissinal, um respeito e um carinho muito grandes, sempre em nome de uma causa comum - o futebol piauiense.