segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Central conquista o título da Copa Metropolitana

Promorar (de amarelo) e Central fizeram um jogo bem disputado no estádio do Buenos Aires.
Em jogo disputado sábado a tarde, no campo do Buenos Aires, o time da casa, o Central, venceu a seleção do Promorar pelo placar de 3 a 1 e sagrou-se campeão da Copa Metropolitana de Futebol 2013. No primeiro jogo da decisão, houve empate de 1 a 1, no campo do Promorar.
Sabendo que o empate sem gols lhe daria o título, a equipe do Central não quis saber do regulamento e partiu pra cima do adversário. Logo aos três minutos, a bola foi levantada na área e o goleiro Juniel soltou nos pés de Gilson, que fez 1 a 0 Central. Mais o Promorar não se intimidou e já aos 8 minutos, Buda deixou tudo igual.
Neste lance, o Central abriu a contagem através de Gilson.
Com um jogo bem equilibrado, os dois times criavam oportunidades, mas sem sucesso. Até que num lance, onde a bola encontrou a cabeça de Danio, que novamente colocou o Central na frente do placar: 2 a 1, resultado do primeiro tempo.
Quando retornaram para o segundo tempo, a seleção do Promorar sabia que um gol lhe daria o título da competição. Partiu pra cima, tendo o domínio do jogo, mas o Central explorava as jogadas de velocidade de alas. Numa delas, Ciel, levantou a bola na área e o goleiro João, que havia substituído Juniel, soltou a bola e Gilson aproveitou para definir o placar do jogo: 3 a 1.
A festa dos jogadores do Central com o troféu de campeão da Copa Metropolitana.
Como campeão, o time do Central recebeu o troféu jornalista Pedro Alcântara Carvalho do Nascimento, da TV Antena 10 e mais R$ 5 mil. Ao vice-campeão coube o troféu Walter Passos, diretor do central e R$ 3 mil. Sandro, do Central, foi eleito melhor goleiro e Danio, também do Central, coube a artilharia, com 5 gols.
A Copa Metropolitana reuniu 13 bairros de Teresina, tendo sido a primeira competição organizada pela Liga de Futebol da Grande Teresina. De acordo com o presidente, Chico Costa, a programação de 2014 já está sendo toda ela ajustada, para que anunciada logo no início da temporada.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Piauí: Jeová Jr. acredita numa boa temporada em 2014

Depois de duas temporadas em que a parceria Piauí Esporte Clube/J. Monte mostrou avanços entre a primeira e a que ora vai se findando, o meia Jeová Júnior, atleta e dirigente, acredita que 2014 pode ser um ano de muito mais motivos para comemorações. Em entrevista ao SITE DO BUIM, ele disse da sua expectativa, da vontade em continuar jogando, mas também da necessidade do clube em adquirir receita e melhores resultados.

SITE DO BUIM - O que há de concreto para a próxima temporada?

JEOVÁ JÚNIOR - De concreto, é que tem uma equipe de pessoas, tentando conseguir receita para o clube em várias frentes. Temos já uma boa base, que no entendimento da diretoria, precisa de poucos reforcos. A receita melhor seria para buscar mais qualidade, nesses reforcos e melhoria de estrutura.

SB - Que jogadores já estão confirmados para a disputa do próximo Campeonato Piauiense?

JJ - A mesma base que vem desde 2012, deve ser mantida. Acho que só o Boiadeiro talvez não retorne. A base também tem muitos jogadores bons, que estão se destacando muito. Acredito que teremos um elenco bem forte, para 2014.

SB - E o nome do próximo treinador, já é conhecido?

 JJ - Sobre treinador, gostei de ter trabalhado com todos os que passaram, mas sinceramente nao sei qual o clube ira escolher.
SB - E você, vai continuar jogando ou optará por atuar somente como dirigente?

JJ - Não sei ser dirigente. Só tenho alguns princípios, que repasso para a diretoria. A decisão final sempre é dela. Sobre ser jogador, é muito difícil conciliar trabalho com treinos. E também passa pelo querer da comissão técnica. Vontade de continuar jogando é muito grande, mas talvez tenha que saber o momento de parar.

SB - Qual sua expectativa para a temporada que se aproxima?

JJ - Segundo o saudoso sr. Reinaldo, futebol é dinheiro e organização. Concordo. Esperamos que em 2014, possamos ter recursos e organização suficiente para fazer um bom papel. Investir mais nas categorias de base, se aliar com algumas escolinhas, que possuem verdadeiros heróis à frente das mesmas.

sábado, 30 de novembro de 2013

Copa Metropolitana: decisão acontece hoje

Em jogo programado para as 16 horas deste sábado (30), Central e Promorar decidem a Copa Metropolitana, em partida que terá como palco o mini-estádio do Buenos Aires, na zona norte de Teresina. Promovida pela Liga de Futebol da Grande Teresina, a competição vai chegando ao seu final correspondendo a expectativa de seus organizadores.

O time campeão receberá a premiação de R$ 5 mil e o troféu que leva o nome do jornalista Pedro Alcântara Carvalho do Nascimento (TV Antena 10). O perdedor receberá R$ 3 mil e troféu. Também serão premiados o melhor goleiro e o artilheiro da competição. No primeiro jogo da decisão, no campo do Promorar, registrou-se empate por 1 a 1.

Desta forma, pelo regulamento da Copa, o empate de 0 a 0 dará o título para o Central, pelo critério de gol marcado fora de casa. Havendo empate por 1 a 1, a decisão vai para os pênaltis. E empate por 2 ou mais gols, garante o título para o Promorar. Se o jogo não terminar empatado, o vencedor será proclamado campeão.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Zagueiro "Alemão" não sabe se joga Piauiense 2014

Alemão, o quinto, em pé, a partir da esquerda. Boas atuações pelo Comercial.
Apesar de algumas boas atuações, principalmente por Piauí e Comercial, o zagueiro Bruno Ernandes, também conhecido como Alemão, ainda não sabe se irá disputar o próximo Campeonato Piauiense da 1ª Divisão de Profissionais. De férias, em Londrina, sua terra natal, ele aguarda propostas para definir seu futuro.

Aos 23 anos de idade (24/06/1990), o paranaense Bruno Ernandes Francisco credita à falta de uma sequência de jogos o principal motivo para não ter tido a estabilidade com atuações regulares pelos clubes em que passou. Alemão chegou para o futebol piauiense no início de 2011. Defendeu Piauí, Comercial e Picos.

Das duas passagens pelo time do Piauí, a primeira foi mais proveitosa, jogando diversas partidas, o que propiciou ser visto e contratado pelo Comercial, equipe pela qual chegou a disputar a Série D do Campeonato Brasileiro. Retornou ao Piauí em 2013, mas uma contusão o deixou inativo por vários meses. 

"Isso foi muito ruim. Atrapalhou minhas trajetória no futebol piauiense". Por último, jogou a Copa Piauí pela Sociedade Esportiva de Picos, constituindo-se num dos poucos jogadores que conseguiram superar a falta de entrosamento e o pouco tempo de treino. Agora, ele espera ter nova oportunidade. "Sinto necessidade de um título que possa me colocar, definitivamente, na hi9stória do futebol do Piauí".


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Nilton Santos, A Enciclopédia do Futebol


Ricardo Augusto Amorim Franco de Sá

Acordei cedinho...! Parafraseando o início de uma das mais belas crônicas de Armando Nogueira (“A alegria de um coroa”), que é justamente sobre o personagem da história que irei contar.

Acordei cedinho! Era uma sexta-feira, antevéspera do carnaval de 2013 e eu parti rumo ao Rio de Janeiro para realizar o sonho de desfilar na minha Portela querida, a mais tradicional e detentora do maior número de títulos dentre as escolas de samba do Rio de Janeiro. Levava na bagagem um sonho ainda maior, conhecer o jogador Nilton Santos, que meu pai falava, desde muito cedo, saber tudo de bola, daí o apelido Enciclopédia. Tinha comigo uma foto histórica, tirada pelo saudoso Totó Barbosa no Lindolfo Monteiro, em 1958, no embate contra o River, do nosso craque ladeado pelos já então igualmente campeões mundiais Didi e Garrincha.

Durante toda a semana tentei desvendar onde se encontrava internado o grande Nilton Santos, bicampeão mundial de futebol nos mundiais de 58 e 62. Entrei em contato com os meus amigos jornalistas, Buim, Herbert Henrique, Garrincha, Edgar Neto para que eles me conseguissem o endereço da clínica onde estaria internado o nosso ídolo que sofria do Mal de Alzheimer há alguns anos. Infelizmente, nada puderam fazer por mim.

Cheguei ao Rio no final da manhã e encontrei minha namorada (hoje noiva), Glennda que estava vindo de outra cidade por questões profissionais. Fomos direto para o hotel, almoçamos e em seguida, fomos ao Palacete histórico de General Severiano, sede do glorioso Botafogo de Futebol e Regatas.

Ao chegarmos, a recepcionista, educadamente, nos disse que já havia terminado o horário de visitas e que não havia mais guias para nos acompanhar. Glennda disse que bastaria nos deixar entrar, pois a história, fotos, taças e tudo mais que encontrássemos pela frente, eu conheceria mais que os guias.

Entre fotos, emoções e lembranças, tentava descobrir, discretamente, perguntando a cada funcionário que encontrava, onde era a tal clínica. Ninguém sabia, ou então, não podia falar. Quando já estávamos indo embora, fiz uma última tentativa. Perguntei a um sujeito jovem, que se apresentou como do departamento de marketing do clube. Mostrei a foto que trouxera para o craque, mas que precisava muito do endereço da clínica. Ele pegou a foto, pediu que aguardasse e entrou pra sua sala de trabalho. Confesso que não fiz fé. Pensei que em dois minutos me traria a foto de volta e daria uma desculpa qualquer. O tempo foi passando, e minha esperança aumentando. Mais alguns minutos, e ele me trouxe a foto e um pequeno pedaço de papel com o endereço e o telefone da clínica, mas me pediu que não dissesse a ninguém como consegui a informação, no que prontamente concordei e agradeci.

No dia seguinte, sábado de carnaval, ligo para a clínica e confirmo a informação. Era lá que se encontrava o nosso “coroa”, mas que, por ordens da família, não poderia receber visitas. Ao desligar, virei-me para Glennda e disse que arriscaríamos.

A ida até a clínica já foi uma epopeia. Era muito difícil driblar os muitos blocos carnavalescos espalhados pela cidade. Pegamos metrô, ônibus e táxi até chegarmos à clínica. A atendente que nos recebeu disse que por ordens da família ele não poderia receber visitas. Mostrei a foto que gostaria de entregar-lhe e pedi para falar com a pessoa que estivesse na condição de acompanhante do paciente. Falei com ela por um ramal interno e expliquei a longa distância percorrida, que havia trazido uma lembrança, etc. e ela pediu que eu aguardasse, que viria falar comigo pessoalmente. Novas explicações, ligações para os familiares para uma autorização que, enfim, chegou através de um sobrinho do craque.

Subimos ao primeiro andar onde logo de cara deparei-me com uma pequena placa com os dizeres: “Seja bem-vindo, mas não fale mal do Botafogo”. Realmente fomos muito bem recebidos pela Dona Marly. A enciclopédia estava deitada, mas ao chamado de Dona Marly logo se levantou para receber os novos “amigos” que estavam ali para prestar-lhe sincera homenagem. Não me contive, fui às lágrimas ao cumprimentar aquele jogador que fora eleito o melhor lateral-esquerdo e jogador de defesa de todos os tempos, compondo o esquadrão eleito pela FIFA como o melhor da história. A emoção era indescritível.

Controlei-me para poder conversar um pouco com aquele ídolo que desde muito cedo povoava minha infância. Disse-lhe que ali estava para prestar-lhe um tributo por tudo o que ele havia feito pelo Botafogo e pela Seleção Brasileira. Mostrando a foto, ele prontamente identificou os grandes amigos Garrincha e Didi. Perguntei se tinha algum marcador capaz de parar o Mané. “Tinha nada”, respondeu, olhando a foto com certo ar nostálgico.

Tiramos várias fotos, vimos os quadros, premiações e troféus recebidos ao longo de uma carreira inigualável. Fiquei extremamente feliz por ver o craque sendo bem tratado, com toda a atenção e conforto que ele merecia. Antes de sairmos, minha noiva ainda perguntou: “E o Bota, vai ser campeão carioca?” “Se Deus quiser!”, respondeu a Enciclopédia. E Deus quis!

Como diria seu amigo, poeta, escritor e guardião da mesma estrela solitária estampada no peito, Armando Nogueira: “Tu, em campo, parecia tantos, e, no entanto, que encanto! Eras um só: Nilton Santos”.

Ricardo Augusto Amorim Franco de Sá
ricardoaugusto.sa@hotmail.com
Advogado e Professor