domingo, 6 de março de 2016
sexta-feira, 4 de março de 2016
Fla empata e completa 560 minutos sem marcar gol
Dando sequência ao seu itinerário sem gols, o Flamengo marcou seu primeiro ponto na Copa do Nordeste ao empatar na noite desta quinta-feira (03), no Estádio Albertão, em Teresina, com o Vitória da Conquista. Com o empate de 0 a 0, porém, o time rubro-negro completou 560 minutos sem marcar gol.
O último gol do time, assinalado por Augusto, foi no dia 10 de fevereiro, aos 17 minutos do 2° tempo da vitória de 2 a 1 sobre o Caiçara. Depois disso, só bola fora, na trave ou nas mãos dos goleiros adversários. Confira: Flamengo 0x2 Sampaio, Flamengo 0x5 Ceará, Flamengo 0x1 River, Flamengo 0x3 Vitória da Conquista, Flamengo 0x0 Picos e Flamengo 0x0 Vitória da Conquista.
FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 0x0 VITÓRIA DA CONQUISTA - BA (Copa do Nordeste - 1ª fase - 4ª rodada - Grupo E); Data: 03/03/2016 (quinta-feira à noite); Local: Estádio Albertão (Teresina - PI); Arbitragem: José Wosington da Silva, auxiliado por Francisco Chaves Bezerra Júnior e Bruno Cesar Chaves Vieira (todos de Pernambuco).
Cartões amarelos: Daniel Silva, Juliano, Zuza (FLA), Maicon Campagnolo, Artur e Emílio (VC).
Flamengo - Paulo Sérgio; Niel, Juliano, Rafael Santos (Zuza) e Daniel Silva; Marlon, Robertinho, Ederson e Calebe; Caio Eltink (Augusto) e Igor (Dudu). Técnico: Athirson Mazolli Oliveira.
Vitória da Conquista - Carlos Roberto; Maicon Campagnolo, Artur, Emílio (Célio Codó) e Thiaguinho; Júnior Gaúcho, Anderson, Dimas e Carlinhos (Dionísio); Todinho (Jairo Santos) e Kaká. Técnico: Evandro Braz Guimarães.
quinta-feira, 3 de março de 2016
Copa NE: River arranca empate heróico na Ilha do Retiro
Foi o quarto confronto direto entre as duas equipes, mas o desfecho permanece o mesmo: igualdade no placar. Com um gol nos primeiros segundos da partida e outro nos acréscimos, o River arrancou um precioso empate diante do Sport, em plena Ilha do Retiro, em Recife, na noite desta quinta-feira (03), pela Copa do Nordeste.
Com apenas 45 segundos, André Beleza aproveitou um cruzamento de Tote e assinalou o primeiro gol da partida. O Sport virou para 2 a 1, marcando Neto Moura, com um forte chute de fora da área, e Lenis, cobrando penalidade máxima. O empate piauiense veio nos acréscimos, com o zagueiro Paulo Paraíba.
Foi o quarto empate em quatro confrontos River x Sport Recife. Anteriormente tivemos 0x0 (amistoso, 1977), 1x1 (Campeonato Brasileiro, 1981) e 2x2 (Copa do Nordeste, 2016). Agora o River é vice-líder do Grupo D, com 5 pontos, enquanto o Sport lidera com 8 pontos. Fortaleza e Botafogo somam 4 pontos. Na próxima semana teremos Fortaleza x Sport e Botafogo-PB x River.
FICHA TÉCNICA
SPORT RECIFE 2x2 RIVER (Copa do Nordeste - 1ª fase - 4ª rodada -Grupo D); Local: Ilha do Retiro (Recife - PE); Arbitragem: Gleidson Santos Oliveira, auxiliado por Marcos Welb Rocha de Amorim e Jucimar dos Santos Dias (todos da Bahia).
Gols: André Beleza 45 segundos e Neto Moura 34 do 1° tempo; Lenis (pênalti) 22 e Paulo Paraíba 48 do 2°.
Cartões amarelos: Matheus Ferraz, Lenis (SPO), Rafael Araújo e Thiago Dias (RIV).
Sport Recife - Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Renan; Serginho, Luiz Augusto (Oswaldo Henriquez), Neto Moura e Everton Felipe (Fábio); Lenis e Wallace (Ronaldo). Técnico: Paulo Roberto Falcão.
River - Naylson; Tote, Paulo Paraíba, Rafael Araújo e Jadson (Marquinhos); Amarildo, André Beleza, Rogério e Thiago Dias (Fabinho); Esquerdinha (Thiago Silva) e Vanderlei. Técnico: Jeferson Silva (Capitão).
quarta-feira, 2 de março de 2016
Chumbinho, o Malabarista: mais um ídolo que se vai
Que início de ano para ter notícia ruim. Primeiro foi Santos, bicampeão piauiense duas vezes (74/75 pelo Tiradentes, e 77/78 pelo River); depois foi Leonardo, duas vezes campeão piauiense (1991, na 1ª divisão, e 2007, na 2ª divisão, ambas pela SEP). Agora me chega a notícia do falecimento de Chumbinho, um dos grandes craques que passaram pelo futebol piauiense na década de 1970. Tinha tanta habilidade que logo ganhou o apelido de Malabarista.
Chumbinho chegou no futebol piauiense já em fim de carreira. Tinha uma contusão crônica, o que permitia-lhe jogar, quase sempre, apenas 45 minutos. Mas era o tempo que precisava para deixar a defesa adversária em pandarecos. Quando tinha a bola nos pés, fazia com ela o que muito jogador só consegue fazer com as mãos. Daí o "malabarista".
![]() |
| Birunga, Dé, Gerson Andreotti, Osíris, Nelson e Luizinho (em pé); Batata, Derivaldo, Chumbinho, Paulo Choco e Batistinha (agachados) - River campeão piauiense de 1973. |
Odemildo Victor Gomes era o verdadeiro nome desse pernambucano de Olinda, nascido em 24 de fevereiro de 1946. Mas todos o conheciam mesmo era como Chumbinho. Foi campeão piauiense naquele histórico título de 1973, quando o River quebrou um jejum de nove anos sem ganhar o campeonato. Naquele mesmo ano, num jogo diante do Tiradentes, marcou um belo gol, driblando até o extraordinário goleiro Toinho.
O destino quis que este ídolo do passado também viesse a óbito no Hospital da Restauração, em Recife, no último sábado, três dias depois de completar 70 anos de idade, vítima de um câncer no fígado. Adeus Chumbinho, adeus Malabarista. Você também será sempre lembrado como uma coisa boa que passou pelo nosso futebol.
Severino Filho - Buim
terça-feira, 1 de março de 2016
Leonardo, um amigo que parte deixando grande saudade
O futebol brasileiro está de luto. Morreu Leonardo Pereira da Silva, o Leonardo de Picos, como era comum ser chamado para diferenciar de tantos outros Leonardos. Há um mês que todos nós acompanhávamos sua via crucis em um dos leitos da UTI do Hospital da Restauração, em Recife, cidade que o acolhera como um dos maiores ídolos da sua história.
Passavam alguns minutos das 15 horas quando recebi a notícia pelo telefone. Do outro lado da linha, um de meus filhos, Alexandre, perguntou: "Pai, o senhor já sabe do Leonardo?". Nem precisou dar mais detalhes. Apenas confirmou a notícia que eu não gostaria de ouvir. Logo me veio a lembrança de mais um amigo que se vai. Não a lembrança do craque que encantou multidões, mas a do Leonardo que, em algum lugar do passado, chegou em minha casa levado pelo amigo comum Batistinha.
Nunca havíamos trocado qualquer palavra antes. E ele já era famoso, um dos maiores ídolos do Sport Recife, com passagem pela seleção brasileira, Palmeiras, Vasco da Gama e Corinthians. Foi entrando e dizendo: "Trouxe essa lembrança para você (um litro de whisky)". A resenha foi até altas horas. Eu, minha esposa, meus filhos, Leonardo e o casal amigo Batistinha e Morena.
Alguns anos depois, já como atleta do Cruzeiro, ele veio de férias e mandou um recado para que eu lhe procurasse no Real Palace, onde estava hospedado. Lá chegando, me disse que sabia que eu colecionava camisas de muitos ídolos do futebol, e arrematou: "A minha não pode faltar na sua coleção". E entregou-me a número 11 do Cruzeiro, que ele usara na vitória de 4 a 1 sobre o Internacional, quando marcou dois gols, no último jogo da temporada de 2001. Os grandes clubes não lhe subiam à cabeça. No mesmo dia, à noite, na antiga sede do River, fez questão de posar para foto com meus filhos Alexandre Soares e Maurício Pokémon.
Como estava sempre jogando fora do Piauí, poucas vezes nos encontramos. Em certa ocasião, apresentava o programa Alô Torcida Piauiense e Leonardo era notícia. Não lembro agora qual o assunto, mas liguei antes do programa e perguntei se ele poderia nos atender com uma entrevista. Leonardo estava com alguns amigos, mas, extremamente solícito, retornou a ligação no horário do programa e respondeu todas as nossas perguntas. Mas o que mais me marcou estava por vir.
Corria o ano de 2007 e Picos disputaria a 2ª Divisão do Campeonato Piauiense. Leonardo aceitou jogar pela SEP para ajuda-la a retornar à nossa divisão principal. Na semifinal, a SEP teve o Flamengo pela frente. Na noite de 19 de setembro de 2007 ocorreu nosso último encontro. Estava no gramado, trabalhando para o Acessepiauí, e aguardava revê-lo para lhe dar um abraço.
Quando a SEP pisou o gramado do Estádio Albertão, comandada por Leonardo, logo foi posar para a tradicional foto do time formado. Com o time posado à minha frente, fiz as fotos que precisava para o portal, assim como os outros colegas de imprensa. Quando todos se preparavam para entrevistar o grande nome da noite, Leonardo, que estava agachado, levantou-se rápido, correu em minha direção e abraçou-me. Nem esperava por aquela tão espontânea manifestação de amizade.
Hoje nosso amigo se foi. Que Deus o receba como ele bem merece. A camisa fica como uma grande lembrança. A foto com meus filhos será uma recordação guardada com muito carinho. E aquele abraço, em pleno gramado do Albertão, ficará eternamente lembrado como um dos momentos mais inesquecíveis na minha trajetória de jornalista esportivo.
Severino Filho (Buim)
Assinar:
Postagens (Atom)





